domingo, 21 de novembro de 2010

Monólogo pt. 1

O que acontece é que não há meios de fugir sem passar pelo meio. É começo, meio e fim. Se começar do fim, aí passa pelo meio e termina no começo. Começa-se de novo, termina-se no fim, então. Mas sempre, sempre passa-se pelo meio. Os fins não justificam os meios, mas os meios justificam os fins. Tudo nessa vida muda, tudo nessa vida passa. Por que ela não passa aqui em casa, só para dar um oi? Um oi, apenas. Não precisa de mais nada. Porque precisa-se de pouco a princípio, depende-se de pouco depois, e, quando vê, quer-se muito. Querendo muito é que a infelicidade vira constante. Constante que, na verdade, é inconstante. Porque sabemos: tudo nessa vida muda, tudo nessa vida passa. Passa aqui, qualquer dia desses, só para dar um oi, talvez tomar um café... Mas aí... Aí já é querer demais.

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